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Entretanto cumpri minha honra

Entretanto cumpri minha honra Embora tão difícil se fez a jornada Para cavaleiro de firme cavalgada No verbo há acção como penhora Entre tanta azáfama vi a senhora Perdendo a fé na alma enfadada Eu, tentado por mil noite de balada Contudo não a levei em desonra Contra monstros da desistência Lutei com fé e grandeza do amor No sopé co a carga da montanha Destribuida sobe o meu temor Me vi seduzido pela peçonha E ainda assim a tive co decência António Vicente 23.06.19 Todos Direitos Reservados

Musa Minha De Veste Púrpura

Musa Minha De Veste Púrpura Musa minha de veste púrpura Nos temos no amor, ah fortuna! Nesta viagem nossa oportuna Que meu coração se aventura Por muito ocultamos na forçura, Este amor que levariam à tribuna Gentes invejosas que vivem à tuna E os traria no coração fria quentura Amada minha, Musa esfinge Poisaste em mim após adejo Tocando onde só você atinge Me tomaste perdido num beijo Tão profundo que não se finge E amamo-nos desde o ensejo! António Vicente Angola, Luanda, 19.06.19 Direitos Reservados

Amancebe Meus Braços E Contigo Case

Amancebe meus braços e co teu case Mancebo coração meu que é todo teu E co corpo meu em ti atinjamos apogeu Doutro sentimento, e noutro amor cause Borrega minha afora do louco alcance Agora deixai-me ser tu para vir até eu Vençais teu pudor que sou eu teu troféu Vivai-me antes que por terra se lance Catita minha de corpo e alma sécia Vou entoá-la para que muito agrade Seu todo coração, para que convença Dar-me teu corpo co voraz liberdade Sem temor, sem ciciar; cá me vença E afora façamos cumprir a profecia António Vicente         28/04/14